Boas notícias para você, que sonha em se juntar ao time de expatriados e fazer uma carreira fora do Brasil. Segundo um artigo da revista Exame, nosso país é considerado pelas multinacionais um verdadeiro celeiro de executivos, e o profissional brasileiro é extremamente requisitado por possuir características muito valorizadas pelas grandes empresas nacionais e estrangeiras.

Segundo Thiago Pimenta, headhunter e sócio da FLOW, que foi entrevistado pela revista para esta matéria, “…nunca o número de brasileiros no comando de companhias globais foi tão alto quanto agora. E, a tendência é de crescimento.”

Curioso para saber o que faz o brasileiro valer ouro no mercado? A gente divide o segredo com você, neste trecho extraído da entrevista:

“… O que torna os executivos brasileiros tão disputados pelas multinacionais? Para o especialista, trata-se de uma conjunção de qualidades ligadas à própria história político-econômica do país. (…)

  • Habilidade de gestão com restrição de recursos e instabilidade

Com o histórico de instabilidade econômica e política do Brasil, Thiago Pimenta afirma que os executivos na faixa dos 45 anos “já viram de tudo”. (…)

(…)“Tendo em vista esta curva de aprendizado, quando há um cenário estável, esses executivos tiram de letra”, diz. Executivos que viveram profissionalmente esta época se acostumaram a seguir o lema: “fazer mais com menos”.

Inovação e criatividade são qualidades que despontam em quem consegue trazer resultados mesmo em cenários adversos, segundo Pimenta. E as multinacionais reconhecem esse talento e a necessidade de profissionais com esta bagagem, diz o especialista.

  • Capacidade de lidar com gap educacional da equipe

As empresas brasileiras tentam suprir deficiências de seus funcionários – no que diz respeito à qualificação técnica – com a oferta de treinamentos e cursos. O gap educacional, diz Pimenta, é um problema que afeta companhias instaladas no Brasil, há tempos, por isso os executivos já estão preparados para lidar com isso.

Ao chegar no exterior e trabalhar com equipes altamente especializadas, a evolução é natural, segundo o especialista.

  • Trabalho em cenários multiculturais

A heterogeneidade da população brasileira é fato. Diferenças culturais são uma constante nas empresas brasileiras e não assustam mais os chefes. “Operar em uma cultura heterogênea é um desafio e as multinacionais enxergam no executivo brasileiro este potencial, o que naturalmente conta pontos a favor”, diz Pimenta.

Ele explica que o aprendizado a que o executivo está exposto no Brasil não se repete em outras localidades.

“Países como Noruega, Suécia são muito homogêneos e não incitam este tipo de oficina. No Brasil o executivo precisa ser um camaleão para extrair informações e desenvolver a equipe”, diz.

  • Saber operar em áreas territoriais extensas

País de dimensões continentais, o Brasil só perde, em tamanho, para Rússia, Canadá China e Estados Unidos. Aliada ao enorme território a carência de infraestrutura dá contornos ainda mais desafiadores às operações das empresas por aqui. (…)

(…) “Os brasileiros são criativos, e não estou falando do jeitinho brasileiro, me refiro à criatividade responsável, o executivo está acostumado a trabalhar com pouco”, diz.”

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